Movimentos sociais entram com ação para impedir agentes do ICE em locais de votação nos EUA - Opera Mundi
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Organizações de direitos civis latinos e grupos de fiscalização governamental — Common Cause, LULAC e UnidosUS — de Denver entraram com uma ação judicial nesta quinta-feira (10/09) para impedir o governo Donald Trump de permitir que agentes federais de imigração (ICE) armados cumprissem mandados em locais de votação. Esse é o primeiro processo judicial contra o governo por tais ações.
“A presença de forças federais nos locais de votação interfere na administração tranquila das eleições em nível local”, afirma o processo, de acordo com o New York Times (NYT). “Ela interrompe a votação e dificulta o trabalho dos funcionários eleitorais estaduais e locais, bem como das forças policiais, transformando os locais de votação em espaços de confronto”.
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O processo alega que o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, e o chefe interino do ICE, David Venturella, permitem que agentes federais apliquem leis de imigração civil em locais de votação, prática que os autores consideram “violar as leis federais que protegem eleições livres e justas”.
Autoridades de Denver também afirmaram que a cidade abriga grande população imigrante, tornando-se alvo provável de operações do ICE, e que as autoridades eleitorais já agendaram treinamentos para mesários sobre como identificar agentes à paisana e desescalar interações. Em um comunicado, segundo o NYT, o prefeito democrata, Mike Johnston, disse que sua cidade lutaria “com unhas e dentes” para impedir o posicionamento de agentes do ICE perto dos locais de votação.
Os grupos que entraram com a ação argumentam que tais ações violam a lei federal, que “proíbe militares ou outros agentes armados de estarem em qualquer lugar onde uma eleição geral ou especial seja realizada, a menos que tal força seja necessária para repelir inimigos armados dos Estados Unidos”.
Janet Murguía, da UnidosUS, afirmou que enviar agentes aos locais de votação “não é fiscalização da imigração”, mas “supressão de votos”, enquanto Juan Proaño, da LULAC, classificou as ações como “tentativas do governo de enfraquecer as próprias instituições que deveria proteger”.
Além da preocupação com agentes do ICE, o governo Trump também impôs restrições ao voto por correio, promoveu redistribuição de distritos eleitorais e intensificou esforços para identificar e deportar estrangeiros registrados para votar — sem evidências de fraude generalizada.


